Lembro-me de estar sentada com as pernas esticadas e gritar desesperadamente por socorro até que uma das vizinhas de minha amiga veio me acudir... O homem que dirigia o carro também veio, mas, quando o vi, a primeira coisa que quis saber foi se era ele quem estava dirigindo. Quando soube que sim, as palavras saíram espontaneamente: - Você tirou sua carteira por telefone? Não encoste em mim...
O celular que estava em uma de minhas mãos, não tenho idéia de onde parou, mas alguém o trouxe intacto para mim.. Naquele dia, meu pai resolveu pegar outro caminho para ir trabalhar pelo movimento estranho que havia na rua, mal sabia ele que aquilo estava acontecendo por minha causa, o que lhe avisaram logo após.
Minutos mais tarde, o corpo de bombeiros já estava me atendendo, quando finalmente meu pai e meu irmão chegaram. Não sei o motivo, mas com toda aquela confusão a pessoa que eu mais queria ao meu lado era o meu irmão, que até então estávamos um tanto afastados.
Deitaram-me em uma maca, colocaram-me o colar cervical em volta do pescoço. Puseram-me na ambulância, então somente nesta hora pude me dar conta do tanto de curiosos que haviam aglomerado-se ao meu redor. Advertência: Cuidado com seus desejos, eu sempre tive curiosidade em saber como seria andar em uma ambulância e como pode ver, meu desejo foi realizado, claro talvez não da maneira que eu quisesse (risos).
Ao entrar na ambulância com meu irmão acompanhando-me, ganhei uma enorme injeção na perna esquerda, pois na hora da batida meu pé inchou e ficou roxo. Posso dizer-lhe que nunca o vi tão preocupado comigo, pedindo-me se estava sentindo dores... Ao menos eu nunca havia notado. Por incrível que pareça, não senti dor em momento algum, até porque o desespero e o susto tomaram conta de todo o ocorrido.
Então, finalmente tive minha curiosidade saciada quando a ambulância começou a deslocar-se (risos).
Carol... :)
ResponderExcluirSeu blog é bem lindinho e vc escreve muito bem, parabéns!
Beijoooos,
Pro Elaine
Grandes apuros :D
ResponderExcluir