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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mordomias ..

Apesar de encontrar-me em uma situação difícil, dependendo das pessoas, tive muitas mordomias durante aquele mês. Fui poupada dos serviços de casa e do trabalho, mas tive de abandonar meu treino de vôlei. Levavam-me e buscavam-me na escola todos os dias à noite.
Minha dinda cuidava de mim, de meus ferimentos, e ajudava-me a preparar-me para o banho, que era um momento muito complicado, pois tinha de envolver-me com plásticos tanto no braço como na perna esquerda.
Sobre as mordomias, a escola era o lugar que eu mais gostava de freqüentar, pois a cada dia que passava mais meninos ofereciam-se para carregar-me no colo devido a minha situação de não poder utilizar muletas e claro, eu quase nem gostava (risos).
Durante o mês recebi várias visitas, mas havia uma amiga em especial que comparecia todos os finais de semana para passar um tempo comigo, jogando conversa fora ou então Uno (risos).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Esquerdos ..

Algum tempo após minha chegada ao hospital, fui atendida. Como havia dito, fraturei meu pé, o esquerdo, então ganhei um gesso adorado que começava uns dois dedos abaixo o joelho e deixava apenas meus dedinhos de fora (risos).
O médico então perguntou-me se sentia dor em algum outro lugar. Mostrei-lhe que não conseguia movimentar um de meus braços muito bem. Com esta dúvida, novamente acabei na sala de raio-x. Para nossa surpresa meu braço esquerdo também estava fraturado, assim ganhei mais um lindo gesso (risos). Após entregar-me a receita liberou-me.
Acompanhada de meu irmão, sai do hospital como o Saci-Pererê, enquanto meu pai buscava o carro (risos). Ao chegar em casa, um pouco antes das 19:00 horas, (ainda surpreendo-me ao lembrar-me que foi o único dia em que faltei na escola naquele ano), deitei um pouco, mas logo recebi minha primeira visita. Era minha madrinha, que fez o miojo que eu tanto queria comer. Mas ainda meio atordoada com toda aquela situação, ao sentar-me na mesa cuidando para não bater meu pé, quase coloco o braço engessado dentro do prato da comida (risos).

domingo, 12 de junho de 2011

Hospital ..

A sirene finalmente silenciou anunciando que tínhamos chegado ao hospital. Recordo-me de estar em uma sala branca, com luzes irritantes sobre mim cegando-me e deixando-me enjoada. Havia enfermeiras limpando meus cortes e um policial conversando comigo todo o tempo. Posso afirmar-lhe que permaneci assim por muito tempo até o médico resolver chegar.
Finalmente na sala de raio-x, acompanhada de meu irmão, novamente com uma luz terrível sobre mim, anunciei ao moço que estava enjoada e sentia ânsia de vômito. Ele apenas olhou pra mim com um leve sorriso dizendo que eu não iria vomitar. Eu insisti que sim, mas infelizmente ele não me deu ouvidos. Como eu ainda estava na maca e presa ao colar serviçal, fica a seu critério imaginar essa cena nada agradável. Uma tragédia, pois eu avisei que aconteceria. O pior sobrou ao meu irmão, que teve de me limpar. Enquanto fazia-o comentou: - Ui guria, que nojo, tem vômito até no teu ouvido (risos).
Depois que sai da sala de raio-x, voltei para o quarto das luzes torturantes. Logo o médico veio comunicar-me que havia fraturado o pé, o que era óbvio pelo tamanho que estava (risos). Então, fui transferida à Jaraguá do Sul para ser engessada. Olhe pelo lado bom, fui de ambulância, matei minha curiosidade duas vezes (risos). Deixando a brincadeira de lado, a transferência de hospital foi terrível, pois eu ainda estava enjoada, sendo assim o balanço e a sirene ligada não estavam ajudando-me, pelo contrário estavam deixando-me muito pior.